Sustentabilidade X Limitação dos Recursos Naturais

09/05/2012 22:45

 

Sustentabilidade X Limitação dos Recursos Naturais

 

             Sustentabilidade não representa apenas crescimento, pois este, isolado, não garante estabilidade ao futuro. A preocupação apenas com os recursos disponíveis no presente nos oferece benefícios momentâneos: dinheiro e conforto. Entretanto, esse crescimento exige um preço caro a pagar: a destruição do planeta Terra. Dessa forma, deve-se entender, por sustentabilidade, um desenvolvimento duradouro, que responda às necessidades de hoje, sem que as comprometa para o futuro.

             Hoje presenciamos um cenário bastante diferente do de décadas atrás, quando não se via a possibilidade de progredir e preservar ao mesmo tempo. O número de ONGs em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável vem crescendo significativamente, demonstrando na prática a possibilidade do progresso aliado à preservação. As alianças e reuniões mundiais da Natureza, criadas para discutir e firmar contratos para a preservação, são outros exemplos de conscientização e mudança. Apesar de não se ver os resultados esperados, percebe-se que a população mundial encontra-se sensibilizada com a problemática ambiental. A exemplo disso, temos as revoltas, causadas pela repercussão de atitudes como a do ex Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que negou a assinatura no Protocolo de Kyoto, o qual visava a diminuição dos gases de efeito estufa.

             Outra questão é a da internacionalização da Amazônia, muito defendida pelos norte-americanos. As grandes potências querem preservar hoje o que é nosso, depois de terem esgotado seus recursos, devastado suas florestas e poluído o mundo. A Floresta Negra na Alemanha, por exemplo, serviu de abastecimento para grandes empresas madeireiras, não conseguindo ser resgatada, restando hoje apenas uma pequena parcela.

             Todas as nações do mundo reconhecem a importância da preservação da natureza, por todo sofrimento causado pelas mudanças climáticas: secas, queimadas, derretimento de geleiras, inundações e outros acontecimentos seguidos de outras causas, todos estes decorrentes do desrespeito ao meio ambiente. Sendo assim, todas as nações deveriam criar medidas e, principalmente, cumpri-las, de forma que evite estragos maiores em nosso planeta. É necessário mais do que medidas pontuais que busquem resolver problemas a partir de seus efeitos, é imprescindível que haja conhecimento de suas causas.

             Muitas pesquisas apontam para a limitação dos recursos naturais, pois estes não se renovam no mesmo ritmo que nós os deterioramos. Inúmeras áreas já foram desmatadas no mundo por interesses econômicos. No Brasil temos o exemplo da plantação da cana-de-açúcar que, desde a colonização, dá-se pelo sistema plantation, utilizando áreas gigantescas sem a mínima preocupação com o solo.  O mesmo caso ocorre com as queimadas, provocadas para fertilizar o solo e para acelerar o crescimento da plantação. Esse processo, além de emitir CO2 para a atmosfera, deixa o solo tão ácido que, a longo prazo, não permite o desenvolvimento de nenhuma forma de vida.

             O ser humano necessita encontrar formas de adequar o seu desenvolvimento ao meio ambiente, garantindo sua renovação. A economia deve ser uma aliada da ecologia, sendo capaz de gerar riquezas intermináveis.

Muitos estudiosos defendem a estagnação do crescimento econômico para estacionar a degradação ambiental, outros acreditam que a tecnologia descobrirá formas de conciliar o progresso e o meio ambiente. Porém, essa conciliação só será possível através do incentivo da pesquisa e da educação.

             Temos a tarefa de criar um desenvolvimento em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, utilizando a natureza sem devasta-la, garantindo a qualidade de vida para a nossa e para as futuras gerações. Nós dizemos ser civilizados, não podemos agir como parasitas!