Por uma outra globalização – Milton Santos

07/02/2012

 

          Neste livro Milton Santos nos expõe a ideia de uma outra forma de globalização que é definitivamente pessimista, tampouco totalmente otimista. Nos traz outro prisma sobre o tema, entendo que é possível modifica o que já está aí hoje, analisando que as pequenas ações resultam em um todo. A realidade que temos hoje é um fato e não existe a possibilidade de retornar as ações já realizadas, no entanto, esta realidade é feita de forma contínua com ações diárias, o que torna possível projetar os resultados esperados futuramente. O primeiro ponto que Milton Santos nos traz é o fato de os seres humanos enxergarem o mundo como uma ideologia. A ideologia não nos serve para criar, mas sim como um método para manter o curso que desejamos nas nossas criações. Estas criações que são designadas por grupos sociais específicos, que são formados pela mídia e os sistemas de informação, por isso o autor utiliza a expressão "o mundo como uma fábula". Através da mídia o sistema, que tenta nos influenciar sobre as percepções que devemos ter em relação aos rumos da globalização, ganha força para a questão do consumo. "O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde" (SANTOS, 2000).
          A forma com que "o mundo como como uma fábula" alcança os países considerados de terceiro mundo, que almejam se tornar uma superpotência, se deixando entusiasmar por esse sistema. O Brasil, por exemplo, é visto como dependente e subordinado, é uma relação de cooperação submissa e dependente, "o Brasil de Fernando Henrique Cardoso apostou num modelo de desenvolvimento que busca a modernização produtiva 'forçada' - vinda de fora -, induzida, por exemplo, pela "abertura" que sucateia o nosso parque industrial de bens de capital" (CROCETTI, 2000). Com isso notamos a perda da influência da filosofia sobre a formulação de pensamentos para o mundo moderno, a interdisciplinaridade levou a buscar estes conceitos na economia. Que na maioria das vezes não abrange os problemas socioambientais. Cientistas sociais se iludem com a facilidade dos números esquecendo os seres humanos, os substituem por tabelas estatísticas, deixando o mundo nas mãos dos economistas que, até então, só souberam relacionar produto capital e a competitividade para o mesmo (SANTOS, 2000).
          O novo mundo só se faz possível se houver uma transição de pensamentos, e é isso que o autor nos propõe. Não é necessário que o que aconteceu até hoje não faz diferença, mas buscar uma solução para que o que já aconteceu nos leve a uma sociedade globalizada e primitiva. Nesta nova visão a pobreza e a desigualdade são tratadas como um problema de todos, um problema da globalizazão, e busca-se uma linha para que esses grupos sociais também se sintam beneficiados com o desenvolvimento do seu país.

 

 

Escrito por Janine Fuga,

estudante de Tecnologia em  Gestão Ambiental no IFRS - Câmpus Porto Alegre.

Por uma outra globalização – Milton Santos

Nenhum comentário foi encontrado.

Novo comentário